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Decadência


Quando deus ou o diabo se transformam em muletas a natureza divina no homem retorna à sua animalidade.
Obviamente que este é um retorno comun na atualidade.
e Não se trata apenas de retornar a uma posição de ego... vai bem amais além...

Criaturas  das mais diversas nacionalidades, credos e crenças, passam a assumir  em essência, sua incapaciade de  gerenciar suas próprias vidas...
De dar rumo ou seguimento ao conturbado processo de transposição da vida.


Jamais se poderá exigir destes, que construam possibilidade em torno da virtude platônica. 
A distâncias entre estas características antagônicas é tão gritante quanto o sol da lua.

As muletas, portanto, vão se multiplicando e se replicando  exponencialmente, principalmente e particularmente em função  da tecnologia, da globalização, do consumismo  e da falta de personalidade relamente altruísta.

O pensar nobre, que  verticaliza a mente humana acaba por ser suplantada por uma alienação inquietante.
é aí que a grande maioria, repito, prefere deixar que pensem, que façam e que decidam por eles.
é aí que  deus e o diabo  se transformam em muletas.

Se transformam em justificativas empacotadas...em motivos prontos e mais do que nunca em ilusões de possibilidades que jamais se concretizaraão.
é aí que o homem caído, assume seu lugar ao chão, quando devia  assumir seu lugar ao sol...
E no chão se deixa levar  ora por deus, com um rosto angelical,  ou ora pelo diabo  com as maravilhas da paixão pelo fútil.

Sem o controle, no sopé de sua montanha psiquica e inebriado por uma torrente de inponderáveis sugestões externas, vamos sendo carregados no fluxo da vida que já não nos pertence.

Assim, no fluxo das coisas vazias ... de muletas douradas ou negras, deixamos nossa essencia primeira atrofiar...
Deixamos nosso verdadeiro potencial divino lacrado pelo brilho intenso de deus ou obscurecido pela malícia sacana do diabo.
o que nos resta é a decandência do eu...
do homem...
e do...Ser

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