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Certeza...Certeza...

Certeza..certeza...é muito difícil dizer que posso tê-la com relação a alguma coisa.
Até por que as circunstâncias em que estamos envolvidos não nos permitem inferir muito mais do que desejamos acerca da realidade e que nossos sentidos nos fornecem...
Mesmo que venhamos a formular nossas visões embrionárias de uma teoria de vida.
Estas, cedo demonstrarão nossa fragilidade intelectual para prosseguir com segurança pelos calabouços de uma filosofia perene. 
Quem quer que avance, seja através de um mimeses disfarçada ou por meio de uma autêntica elucubração metafísica, não chegará a canto algum...
A não ser a algumas fantasmagóricas convicções deturpadas por excesso de racionalismo. 
Ou por falta de compreensão do significado geral das coisas.


Não que eu me categorize um nietzschiano autêntico, por subverter a ordem.
Longe disso.
Que me abstenha do mesmo julgamento que ele fez à sua raça e à humanidade como um todo, e mesmo que isso tenha sido feito com tanta perspicácia e sabedoria. Não ouso a tal. 
Tudo bem  que não havia em suas idéias um racionalismo cartesiano e nem um idealismo platônico, na essência de suas significações.


Conjecturar sobre o passo-a-passo que estas criaturas deram em busca do salto, é um exercício de primeira linha...
E mesmo que algum dia eu me aventure por essa primeira linha...e que apaixonado me contente com com a marca já feita por outrem, ela será seguida com a consideração que minha realidade exige, e de certa forma, com a suspeita que meu espírito ousar.


No caminho de uma pré-filosofia própria no sentido socrático da coisa e não no sentido "filosofia de vida", modismo muito comum, vou viajando nos trilhos de um ou de outro vagão, particularmente na busca de um que mais que os outros saia do trilho da aparência e da superficialidade confortavel à grande maioria.
Para mim não interessa de qualquer forma a segurança ou a queda irracional desde que eu, como protagonista, possa pular com uma carga mínima de qualquer coisa que me torne melhor e mais coerente.

Comentários

  1. Arriscado comentar seus textos,pular nos vagões da intelectualidade de um individuo que se propõe, caso não seja ele, ainda, de primeira linha, mergulhar no 'universo' desses percusores.Ir na contramão, em uma sociedade onde o que se busca é superficial, rápido e fácil.

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  2. certeza é expectativa cartesiana! separar eu de tu ou mente de corpo, ou qualquer outro todo que se resolva dualizar para caber em nossas formas...

    dissecar o vivo é impossível, daí que todo sistema, toda logia, necessariamente fala de coisas mortas, estabelecidas, ou pelo menos de uma pré-concepção estabelecida, uma premissa, um consenso. como os experimentos científicos que são feitos em condições o mais próximas possível do ideal... um ideal que é pura abstração!

    por isso sempre acreditei mais nas incertezas da arte como guia no caminho, o que não implica em uma abordagem errática, mas numa apreciação por paradoxos, num vaguear por modos distintos de perceber as coisas sem me filiar a nenhum partido. sem os paradoxos insolúveis nossa mente se sente confortável, mas é como aquele rapaz do filme que está feliz num mundo cujo horizonte é uma redoma lacrada.

    acredito que uma teoria da vida, ou do viver, condena esse viver à condição de objeto conquistado, mais um entre tantos desde que se começou a impor a força do intelecto humano racional e dual à simplicidade da existência...

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