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Otimismo

Sinceramente tem hora que tenho vontade de deletar essa palavrinha de meu dicionário eletrônico...
Não porque tenha alguma aversão etimológica ao termo, simplesmente...
A verdade é que às vezes a dita cuja, dentro de um contexto conturbado parece não ter significado algum...

Mas o interessante dessa relação de descontentamento com o vocábulo acaba passando rápido, e eu em minhas avaliações diárias de comportamento, ação e reação ao mundo percebi que no fundo ela deve acupar não apenas minha preocupação relacional com ela mesma, mas antes disso deve fazer parte de minha forma de coexistir com os problemas e obstáculos.
É um exercício diário de reorganização da mente em torno da assertividade.

Não obstante os problemas e os obstáculos parecem se reproduzir em uma progressão inescrupulosa e lidar com suas interação e consequências exigem cada vez mais doses dessa mesma assertividade.

O problema é que às vezes enche e enchendo, damos espaço para o capricho de neuroses momentâneas. Neste ponto é que o otimismo despenca vertiginosamente em direção à obscuridade.

A idéia que me impulsiona ao fardo conflituoso de ter que sorrir com a corda no pescoço não passa de comportamentos voltados para uma espécie de auto-comiseração.

Não se pode realmente rir com a corda no pescoço...até porque não a nada de divertido nisso...

O que podemos sim, é procurar entender os motivos que nos levaram à desconfortante situação, e apartir de uma análise sem auto-piedade conseguir pensar em otimismo.

Não se trata obviamente de levar a situação com a perspectiva errônea de que tudo são flores e as coisas-problemas se desintergrarão automaticamente...
Sabemos por experiência que não é assim que as coisas acontecem.

O que sabemos é que elas acontecem e nós temos que estar lá quando elas acontecerem...
Inexoravelmente, enfretar de verdade é a grande diferença entre enfrentar sofrendo.
A verdade dessa premissa reside no simples fato de quando enfrentamos de verdade nos setimos motivados a continuar e a cada passo nos impulsionar com mais afinco em direção a solução, memso que aparentemente ela não nos apresente efetivamente clara.

No geral, é simples mesmo, pois tudo depende de perspectiva. Se existe uma perspectiva de solução à vista ela virá como efeito de seu otimismo sincero...

Se sua perspectiva se baseia no desânimo ocioso, aí então você deve mesmo se preocupar com o tal do pessimismo...
É um exercício interessante o de lidar com perspectivas acerca de solução de problemas.

Neste contexto aprendi a usar uma ferramenta chamada otimismo, que de uma forma ou de outra me serve na pior das hipoteses como uma escada curiosa para sair do turbilhonar de problemas maximizados na maioria das vezes pela sua antítese, adorada pelos fracos de espírito...e pelos preguiçosos, obviamente...

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