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Sem frangalhos, masturbações psicológicas ou paranóias midiáticas

Será que nós escolhemos realmente as possibilidades de nossa vida?
Será que são as nossas escolhas que definem os acontecimentos que dia após dia vão aos poucos configurando o que chamamos de viver?

Ou será que no fundo não decidimos nada?
Que somos marionetes de um destino pré-fabricado por força maior?

Mais de uma vez fiquei à deriva com estas duas possibilidades inquietantes.
E muitas desta vezes cheguei a tentar eliminá-las de meu leque de pensamentos metafísicos.
Isso me trazia alívio em muitas das situações.

Portanto, percebi logo cedo que não haviam formas compreensiveis e absolutas de lifdar com estes opostos, sem que eu fizesse uma reflexão sincera em torno de minha própria natureza interna.

A descoberta foi encantadora...
E da mesma forma assutadora.
Ser o regente de seu próprio caminho, com base em um conjunto de coisas adquiridas ao longo da vida, assuta às vezes.

Mas me encorajei nesta fundamental questão e descobri-me analizando a vida de uma forma simples...objetiva e sincera...
Sem frangalhos, masturbações psicológicas ou paranóias midiáticas.

A grande tarefa neste sentido, passa então a ser o entendimento de nosso real valor para o mundo...
e não o valor relativo que o mundo e seus pacotes tem para nós mesmos.
Construir uma identidade singular em detrimento da massificação de idéias passa a ser o principal instrumento libertador para a mente que busca a verdade.
Isentando-se do mundo podemos reconfigurá-lo...
Isentando-se das opressões do trabalho...
Das pressões de um casamento turbulento...
De uma família ditadora...
podemos sim trilhar nosso próprio caminho..
Tornando-nos finalmente aquilo que somos...
e não aquilo que o somátorio dos desejos do mundo desejam, por sua vez,
que nos tornemos...

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