Pular para o conteúdo principal

O que você sabe sobre o Amor?

O que você realmente sabe sobre o amor?

Sobre essa coisa maluca que nos faz virar a cabeça, correr pelado na chuva, andar com uma melância na cabeça e até jogar pedra na lua...

Como interpretar aquele frio na barriga quando chega perto daquela pessoa que, por mais que você se esforce, acaba pagando um mico daqueles?

Com certeza não é o mesmo frio na barriga que você sente quando fez vestibular pela primeira vez, e tampouco aquele que sentiu quando foi conhecer o sogrão ou sogrona...

Na essência, o amor mexe com aquilo que nos faz mesmo perder as estribeiras.


Pois é...
Estes sentimento de múltiplas faces é confundido, na maior parte do tempo por uma infinidade de outros sentimentos, que queiramos ou não convergem inexplicavelmente para o Amor.

é simples...

O que te faz tremer na base, gelar as mãos e gaguejar diante daquela paquera (ou pega)é sim uma das facetas do Amor Romântico definido o Jung.
Se Chama Eros segundo a mitologia e tem o poder de te levar ao universo da loucura.
Transforma ele ou ela, totalmente seguros e equilíbrados em marionetes medrosas e "estrambelhadas" diante da hipótese de se encontrar com a criatura que, já mora em seu subconsciente como "o grande amor da Sua vida".
É o amor, tranfigurado na pele, no cheiro...na carne...
É a versão aparentemente proibida e pecaminosa do desejo humano pelo encontro máximo da interpolação de corpos(essa foi realmente boa).

Enche artérias e veias de um amontoado de bombas maliciosas.
Transforma o santo em pecador e faz interagir o profano e o sagrado em um mesmo coração alucinado.
Eros acontece no primeiro encontro...no segundo e vai indo...
Ora, aumentando, dando susto, e hora se descontrolando definitivamente em direção aos finalmentes do gemindo...do suor e do extâse.
É quente, febril e intenso.

Rola quando o racional dorme e o desejo se solta no vão e nas brechas que o corpo cria, através do olhar, inebriados pela porção mágica,que apavora, queima, dá medo e vontade de continuar sem fim...sem regra...

Mas o doce encanto desta porção venenosa tem um antídoto poderoso chamado tempo. Aos poucos essa febre alucinante é substituída por uma calmaria inexplicável...

Com a carne satisfeita, o cheiro disperso e a falta de bombas mágicas que levam ao medo, ao frio na barriga e à gagueira...Eros dorme...

Quando Philos surge, no intervalo silencioso e perigoso da paixão.
Aqui, quase sempre as coisas ficam eu um "Até logo"...
"Até mais"...
"Hasta la vista Baby"
E por aí vai.

Mas caso role...
Depois de um "acordar junto"...
"Uma reunião em familia..."
"Uma troca de muitas coisas...(inclusive escova de dentes..ARGH"...)
E você ainda suportar a criatura ao seu lado, e começar a querer compartilhar com mesma todas as suas manias, amando as manias dela....

Assim, Philos construiu nas cinzas de Eros um confortável chalé no lugar de uma suada barraca de camping...
Daí pra frente as coisas mudam de lugar...
Philos é o sentimento da proteção, do carinho...e com ele, muitas vezes Eros pode ser acordado (e deve), criando e recriando, de muitas e variadas formas o que o Eros Inicial não podia por conta do descontrole natural de sua essência.

E então segue, um Philos maduro e consistente acompanhado pelo escandaloso e febril Eros.
Acontece o não querer sair de perto...
o Caso, vira casa...e com a casa a presença de um jamais impossibilita a manifestação do outro.

Mas se um morre, o outro não resiste...
Se um Desiste, o outro não prossegue...
Se um cansa, o outro se acomoda...
Nesse ponto o "Hasta la Vista" entra cinematograficamente em cena novamente...
E então a despedida dói um pouco mais...
O doce veneno (parecido com o do escorpião)substitui a porção mágica que Eros inocentemente oferecia sem medo e sem drama.

Porém..como tudo tem duas vias..
E como no mesmo copo que se pode envenenar, pode-se tomar o néctar absoluto.
Surge o encontro dos irmãos Eros e Philos com o irmão mais velho, maduro, coerente e seguro...

Surge Ágape...o Amor maior...
Aquele que não apenas o cuidar basta...
Também há o proteger e o entender...
O Calar e o ceder
O falar de boca cheia, da criatura amada...
O sorrir e o chorar por dentro quando se houve o nome, ou se sente o cheiro...ou se toca a pele...

Ágape é a proteção do pai e da mãe mesclado com o carinho latente de Philos e o tesão de Eros.
É a mistura incomensurável da febre, do análgésico e da cura com a diferença, que a febre sempre volta na forma de Eros, sendo equilibrado por Philos que permite a manifestção plena do vigoroso e imbatível Ágape.

Ágape transforma o mundo, as pessoas e as relações.
Com ele não há culpa, dor ou tristeza.
Ágape a tudo suporta e a tudo é capaz de impor a renovação que seus jovens irmãos dispostos irão brilhantemente conduzir.

Sem Ágape Philos se torna estéril como as areias de um deserto...
Eros sucumbe inerte diante da falta da porção mágica que o alimenta.
Sem Ágape as coisas perdem o sentido.
Nos tormamos parte apenas...abandonadas pela ausência de um todo imanente.
Sem jamais conhecer a luxúria de Eros...
A Sutiliza de Philos...
E a completude que o amor total pode trazer ao ser...
Sem ser apenas romântico e sem ser apenas febril.

Sem Ágape não há dor...tristeza, luxúria ou amor...
Sem Ágape há apenas um vazio...sem nome sem nada...

Comentários

  1. Seu texto revela a maturidade de um homem que conhece todas as faces do amor carnal, sem porém perder de vista o elemento que o diferencia dos demais :o encantamento na figura de Eros. Fantástico e envolvente!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Vamos compartilhar nossas possibilidades.
Distribuir nossas idéias.
Agir e interagir no espaço comun dos blogeiros de qualquer tipo.

Postagens mais visitadas deste blog

POLÍTICA CLÁSSICA E AS IDEIAS DE MAQUIAVEL.

A tradicional concepção de política  proposta por Aristóteles, prevê uma visão oriunda da natureza humana  e que através de um continuo aprimoramento leva o indivíduo a  desenvolver um comportamento virtuoso por meio de escolhas que  possibilitem  a realização do bem comum e individual no contexto social grego. Há uma estreita relação entre o comportamento ético e o comportamento político, que inevitavelmente está ligado à moral, pois o ato de perseguir este bem moral, este bem comum, o bem da polis leva o indivíduo  a exercer e deliberar sobre os assuntos da polis. E isso reflete uma igualdade entre aos cidadãos, que a partir da unidade constroem a diversidade, princípio fundamental da vida e da política grega segundo Aristóteles. Nesta perspectiva, contrariando o pressuposto lógico da anterioridade do indivíduo, a polis é anterior a este, e este sem a polis não poderia existir. É a cidade que sustenta conceitualmente o individuo e é por meio dela que o individuo realiza e potencializ…

Esoterismo é uma religião?

Bem, foi esta pergunta que uma grande amiga me fez outro dia, quando por ocasião de uma situação inusitada, ouvíamos na CBN uma entrevista com Teólogo e Professor de filosofia da UFRJ, Leonardo Boff. O repórter da CBN havia lhe perguntando a respeito da reação tardia da igreja católica sobre a onda de casos de pedofilia envolvendo padres católicos.

Durante o papo e falando sobre a problemática da sexualidade humana, na igreja e na família como um todo, acabei pegando um gancho nas belíssimas respostas dada por este grande mestre Leonardo, e lhe apresentei minha posição pessoal sobre o que significa Integração Holística, busca ao transcendente, equilíbrio humano, dualidade e outros tantos conceitos que fazem parte do dicionário de quem, sem dar nome ao bois tem uma busca pessoal baseada na verdadeira acepção da palavra religiosidade.

No vai-e-vem do papo ontológico que travamos, referi-me ao conceito de esoterismo como um caminho de integração e conexão (No sentido de Religare e não de…

O Discurso do Método Terceira parte

O estudo da obra de Descartes, mais precisamente entre a 3ª e 4ª parte do Discurso do Método, conforme proposto pelo professor, iniciou-se com a revisão dos conceitos elaborados pelo autor que culminaram com a sua mais famosa máxima: Penso, Logo Existo. A partir desta perspectiva o mesmo constrói sua linha de raciocínio em busca de uma contínua desconstrução de todo e qualquer obstáculo ao princípio de verdade. O que o autor define como Dúvida Metódica. Começa por meio da implantação de um filtro, onde através de análises profundas e metódicas, estabelece um critério básico como ferramenta de aprimoramento de suas idéias. Esse filtro se refere, portanto à definição da verdade e da falsidade nas coisas. Aquilo que possuir a verdade em sua totalidade, passa no filtro do que pode ser dito como verdade e de outra forma, aquilo, que possuir ou conter mesmo que pequenos traços de falsidade deve ser descartado do contexto das verdades dotadas de clareza e exatidão em sua essência.

Em busca …