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Em Busca da Coerência Perdida

Existe uma infinidade de coisas pelas quais as pessoas passam a maior parte da vida buscando. É como se a partir do emcontro com essa pedra filosofal e individual, elas conseguissem finalmente a realização plena do ser.

A grande questão reside, não obstante, na natureza destas buscas variadas.
Reside na mesma infinidade de ilusões em que todos nós nos embrenhamos no decorrer da vida.
É um labirinto fantástico de pseudo-soluções instituídas, hora por aqueles que nos rodeiam, através de uma declaração equivocada de ajuda, hora por conjuntos consistentes de idéias formuladas especificamente para que nos infiltremos no calabouço da dependência psiquíca, emocional e cultural.

Chamo esse conjunto de dependências implatadas de Materialismo Alienante. Com o tempo a maior parte das criaturas de nosso planeta, começaram a viver esse fluxo de interação-pensamento, como se fosse normal, por exemplo, trabalhar 12 horas por dia em uma multinacional, receber um salário mínimo e ver seu chefe que vai ao trabalho 2 horas por dia sair no seu brilhante mercedes conversível.
É claro que existem muitas argumentações também pseudo-consistes que embasam essa superestrutura de valores invertidos.
Liberalismo Econômico
Crescimento Econômico
Progresso Empresarial e muitos outros termos simbolizam o leque destas exlplicações fajutas para o que é claro, simples e de certa forma cruel: Desigualdade Social criada por controle mental coletivo.

Assim, o indivíduo, inserido neste contexto de correria e busca constante pelo equilíbrio de contas e mais contas fica à mêrce das ilusões de um mundo melhor a ser realizado por governos, igrejas e instituições, sem perceber, que a essência de todas estas forças ilusórias estão incrustadas em nossa forma de pensar sobre nós mesmos e em nosso papel na confusão materialista de nosso tempo.
Comprar uma pizza embalada em um gigantesco papel brilhante, com plástico, papel e ideologia, parece ser um comportamento normal. Mas não! à medida que aquele embrulho vem carregado de um conjunto de processos psíquicos e alienantes, que não nos permitem perceber o quanto o nosso meio ambiente natural sofre com essa disfaçada e planejada atitude alimentar consumista.

Estamos acostumados a consumir por consumir, em um ciclo vicioso de vontades e desejos cadenciados por enxurradas coloridas de propaganda e publicidade direcionadas ao nosso olhar também viciado.
Este é um processo que cabe a cada um focalizar a lógica ilusória.
É óbvio que precisamos de nossos bens de consumo durável e não-duravel.

Mas que o Durável, seja realmente durável...
E que o Não-durável não precise custar a vida do planeta...

É preciso perceber que podemos sim fazer escolhas inteligentes, que nos permitam tomar as rédeas de nossas próprias escolhas.
A partir daí, começa o processo de construção de autonomia em detrimento da ilusão compulsória que compramos a preço de ouro, e quase sempre voltamos para casa felizes por uma aquisição que normalmente, se refletíssemos sobre sua real necessidade, não compraríamos.
Iríamos ao cinema
Comeríamos pipoca na praça
Andaríamos à pé e de mãos dadas...
Faríamos um pique-nique com a família..
viajaríamos mais...
Sorrirímaos mais...ao invés de termos que nos preocupar com o preço do novo e estranho bem adquirido.

entregando nosso tempo e nossa produção, para aqueles momentos em que talvez nada precisasse ser consumido realmente...

Apenas produzido, em uma escala infinita, o bem mais durável da humanidade, na forma simples de atos ecologicamente corretos e espiritualmente sinceros.

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