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Um novo dia não pode ser um dia como outro qualquer

Bem que poderíamos, no melhor do interesse planetário, estabelecer novos padrões de conduta e sobrevivência nessa nossa pequena aldeia superlativa. Seria uma forma um tanto quanto diferente de começar a pensar sobre as possibilidades dos nossos dias serem cada vez mais incomuns. Quem sabe talvez poderíamos reconstruir padrões, que ao contrário das teorias mecanicistas, não se repetissem no espaço-tempo de nossas emoções.
Nesta perspectiva, não seríamos o mesmo ser, diário, estabelecido e freneticamente comun, como afinal temos sido ao longo de nossas ininterruptas 24 horas sequenciais.
Então nosso dia, diário, de tantos superficiais modus operandi, tornariam-se inevitavelmente uma estrutura psicológica e linear de dias realmente únicos.
Não repetir egoísmos, não racionalizar emoções, não suprimir nossa intuição...
Brincar, sorrir e voltar a ser criança, talvez fosse interessante.
Quem sabe, o inusitado acontecimento de nossa vidas, não esteja lá, onde está o dia diferente que tanto relutamos viver?
Escondido em meio aos escombros de uma vida inerte.
Em meio aos estilhaços de nossas vontades mais sinceras.
Quem sabe, nossa tão sonhada felicidade, não resida inexorável, somente nesse hipotético dia, que misteriosamente ousamos deixar à deriva, no vazio consumista de nossa conturbada existência?
Um novo dia, não pode ser um dia como outro qualquer.
Um novo homem, não pode ser um homem que viva um novo dia, como um dia qualquer.

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