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Plasticidade de nossa Coerência Subjetiva

Nos escondemos periculosamente na sombra de uma certa coerência subjetiva.
De uma certa forma de pensar, que milagrosamente nos dá a segurança e o status cuor necessários e indispensáveis ao nosso ego mecanicista.
Neste sentido, nos acovardamos em meio à penumbra da superficialidade do consumo de bens e de almas..
Da perda total e desvairada da vontade pessoal, em detrimento único e incondicional da massificação, que quer queiramos entender, ou não, nos abarrota de um amontoado de pseudo coerências plastificadas.
Falsas e medíocres.
A coerência subjetiva começa, quando no desespero da adaptação às realidades, fatos e complexidades da interação humana, buscamos o caminho mais fácil, e nos maculamos com respostas prontas, com caminhos fáceis e com soluções rápidas.
Criamos uma coerência subjetiva, quando aceitamos o lado bom da alienação, no sentido Nietzscheano e na ideologia platônica. Absorvemos a coerência subjetiva quando abrimos mão de percepções outras da realidade não sensorial, e nos submetemos ao óbvio no abandono ao inusitado.
Ser coerente, nos dá a devida posição imposta pelo nosso ego materialista.
Coerência nesse sentido, não se aparenta com a ética, conforme muitos confundem.
A coerência pode ser mascarada, distorcida e construída dentro da dialética, da matemática e da vontade exterior colocada por uma mídia compulsiva, inteligente e plastificada.
Então a plasticidade da coerência subjetiva nos instiga imperdoavelmente a uma reflexão existencial memorável.
É claro, que se deixarmos nossa coerência verdadeira exposta, estaremos fatalmente nos condenando ao ostracismo social.
Nos entregando de bandeja ao falatório massificado e pronto da “normopatia” reinante.
Mas entre o ostracismo e a normopatia, o primeiro me soa mais como uma salvação ao moralismo, posto que o segundo não é dádiva, e sim merecimento por parte daqueles que preferem a plasticidade da coerência subjetiva ao invés da construção holística e supra física de valores a cerca das pessoas e da realidade subjetiva, plástica e incoerente de nossa pequena aldeia global.

Comentários

  1. a normose é muito eficiente em gerar novos caminhos, novas máscaras, novos métodos... tal como o batalhão de agentes em potencial no filme Matrix.até caminhos sérios de despertar da consciência, como o yoga, são comercializados,superficializados, destituídos de seu caráter solitário e difícil, em nome do lucro...

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