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Estive pensando a respeito de algumas teorias novas sobre cosmologia e gênese do universo.
Infinitas são as elucubrações e tentativas humanizadas de gerar formulas e conceitos capazes de estabelecer modelos viáveis para anseio racional humano.
Até onde, poderíamos racionalizar a respeito do cosmos?
Até onde tentaremos construir com as nossas limitações uma estrutura racional coerente?
Na verdade, acredito sinceramente que talvez não haja limites para a loucura humana em busca de um universo exterior infinito.
Digo loucura porque, viajamos em uma neurose imperialista de conquista do espaço, e esquecemos de cuidar da nave, de sua tripulação e de sua manutenção básica. Estamos acabando com a água, poluído o ar e desmantelando a complexa estrutura natural que nos abriga e nos protege do mesmo espaço que tentamos em vão conquistar.
As perguntas fundamentais a respeito do cosmos não fazem sentido para a dialética racionalista, quando entramos equivocados no um círculo infinito da cobra mordendo o rabo. Qual a origem do universo? O Big Bang. O que existia antes do Big Bang? O vácuo quântico. O que é o vácuo quântico? É a energia primordial. O que é a energia primordial? É Deus. Quem é Deus? É o criador de tudo e de todos? O que existia antes de Deus?
Bem... e assim vamos misturando, sonhando e racionalizando idéias, conceitos e modelos. Através de nossa ciência cartesiana e através de nossas crenças religiosas descomprometidas com a essência de nossa natureza.
Assim, vamos nos afastando do nosso dia-a-dia. De nossos irmãos, de nossos amigos e de nos mesmos.
Deixamos nosso interior à deriva e procuramos no exterior a resposta que nos pertence desde que fomos concebidos.
É obvio que nossa mente racional nos trouxe à modernidade, à 3ª revolução tecnológica.
Nos deu o PC nosso de cada dia...
A cura pra muitas doenças...
O carro...
O celular...
Nos deu o Direito, a Filosofia e a Matemática.
Muitas coisas foram concebidas com a mente racional...
Porem muitas coisas nos foram tiradas.
Nossa intuição interna...
Nossa emoção equilibrada...
Nossa mente criativa...
Nosso amor ao belo e ao puro.
A procura portanto, fundamental e urgente, deve estar direcionada para um coordenada interna.
Talvez devêssemos desacelerar nossa nave e começar a olhar para seus tripulantes...
Para a sua estrutura...
Para sua beleza...
Talvez devêssemos procurar enxergar em meio à confusão generalizada de uma nave que se precipita em direção a um abismo de ignorância, um pouco de discernimento e coerência em nos mesmos, em nossos atos e em nossa ação planetária.
Talvez devêssemos retirar nossas máscaras e enfrentar o fato de que é urgente e necessário nos voltarmos para o único lugar no universo onde se encontram as respostas para essa aventura humana.
Religando conexões e restabelecendo contatos com o nosso infinito Ser interior.
Que está perto, vivo e ansioso por despertar...
Boa viagem.

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