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Aprendemos a dobrar o Caos

De repente, em meio a um turbilhão de possibilidade conflituosas, percebemos a existência incondicional do caos em nosso mundo sensorial.
Percebemos linhas imaginárias de conturbados processos formados, tanto pelas nossas emoções subjetivas, quanto pelo nosso racionalismo acadêmico.
Nos submetemos a uma tentativa furtiva de nos esconder em subterfúgios paralelos e caminhos alternativos.
Aprendemos, a dobrar o caos...
Aprendemos a impor nossos valores morais e éticas aos sistemas humanos e a considerá-los contraditoriamente, como neuroses coletivas.
E então... seguimos, destribuindo nossas ações e nossas condutas não holísticas aos que conosco atravessam o medo inesperado por trás da tempestade.
Sabemos da inconsistência de nosso sistema, o repudiamos e o adoramos com máxima de nossa necessidade de segurança, conforto, prazer e ben estar.

Aprendemos a dobrar o caos de nossa emoções quando negamos nossa intuição e repelimos nossa capacidade de auto-conhecimento construída por meio de nosso silêncio e de nossa observação ao mundo...
Aprendemos a quebra as linhas imaginárias de ansiedade que são geradas pela nossa imaginação criadora de achismos metafóricos e de mentiras confortantes...

Nossa sobrevivência não depende portanto de nossa superação ao caos...depende de nosso entendimento não racional das leis que regem as leis que repudiamos quando aceitamos a mente como nossa matriz de soluções e vertente única das alternativas rápidas, inteligentes e tecnologicamente norteadas para o nosso senso social coletivo, democrático, liberal, competitivo e consumista.

Nossa sobrevivência não depende de nossa segurança...
Depende de nossa coragem sincera de correr os riscos de uma auto-percepção consciente...
De uma auto-avaliação crítica e a cima de tudo de uma mudança radical em nossos valores sensorias a respeito da realidade, das pessoas, de nos mesmos e do caos que devemos reaprender a buscar em detrimento do mecanicismo que nos aprisiona e aliena através do empacotamento de comportamentos recém saídos de nossa linha de montagem psiquica e racional.

Comentários

  1. há quem afirme que o cérebro humano funciona de modo semelhante a um holograma. a memória e outras funções cerebrais não estariam confinadas a áreas específicas, mas distribuídas pela totalidade do órgão, de tal maneira que cada comando sensibiliza-o por inteiro ( o todo está em cada parte, princípio holográfico). extrapolando, a percepção humana natural envolveria circuitos e relações neuronais que a instrução programática da sociedade inutiliza, ou simplifica, ou reprime. talvez o caos seja uma ordem mais elevada, como diz o velho Hakim Bey. já imaginou um mundo em que as potencialidades criativas inerentes fossem o nosso único guia existencial, moral, espiritual? cada ser humano vivendo no interior de sua singularidade, brincando no Universo, atuando como co-criador consciente! tenho para mim que, se procurássemos o caos encontraríamos a verdadeira harmonia. se seguíssemos as pistas do "acaso", esbarraríamos em significado. a música do mundo astá mais pra jazz e raga do que para marcha militar...

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  2. Obrigado grande Cyrano...
    Estou à espera de sua contribuição ao desnudamento do caos que nossa alma anseia...

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  3. "Nossa sobrevivência não depende portanto de nossa superação ao caos...depende de nosso entendimento não racional das leis que regem as leis que repudiamos quando aceitamos a mente como nossa matriz de soluções."

    Ótimo!

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  4. Considering the fact that it could be more accurate in giving informations.

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