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Biodisel: exportação de riqueza? ou plantação de fome?

Rompendo os limites do impensado batemos gradativamente recordes astronômicos e milionários na exportação, de trigo, álcool e agora o fantástico e mágico composto, salvador do mundo – Biodiesel.
Recentemente, na voz da ex-Ministra Marina, ouvimos a triste e lamentável decisão e posição retrógrada do governo de destinar áreas da Amazônia para o plantio de cana, matéria prima para a produção do milagre.
Produzir riqueza é um objetivo comum do estado de direito e que por direito teria a obrigação de dividir os benefícios de tal empreitada.
No entanto, contrariamente a isso, estamos mudando de foco nossa perspectiva global, e retirando a discussão ambiental e social do contexxto financeiro, com o fato de que nossos exportadores, que ricos, anônimos e exploradores do território nacional, mantêm uma balança de comércio, equilibrada apenas nas contas milionárias mantidas nos paraísos fiscais espalhados pelo mundo à fora.
São Ricos porque o vultuoso mar de produtos exportados entram para as contas do governo como riqueza exportada, mas figuram seus valores em toneladas de alimento , apenas nos bolsos dolarizados desse seleto grupo de especialista em matar a fome do mercado financeiro.
São anônimos, por que poucos deles residem no Brasil. São bazucas endinheirados no glamour financeiro e especulativo. Magnatas do sofrimento humano.
Nossa riqueza exportada lhes pertence.
E o nosso estado carimba embaixo dando-lhes subsídios, carinhos e mordomias financeiras de tirar o fôlego.
Porém, o solo que plantam seus dólares verdinhos pertencem ao brasileiro nato e desnutrido que trabalha de sol a sol para garantir um pouco de dignidade.
O solo, de onde nascem seus iates e suas casas fantásticas no caribe pertence ao brasileiro que ainda é brasileiro, sem opção, dinheiro ou teto de lona, palha ou zinco reluzente.
O território da Amazônia pertence ao brasileiro... não pertence aos americanos e nem aos brasileiros importadores de dólares e plantadores de fome.
Não há erro em plantar para exportar quando se pensa, antes na fome de quem trabalha.
Não há erro em exportar trigo para a ração do bonito e saudável boi americano quando se tem crianças saudáveis e bem nutridas na escola.
Não há erro em produzir Biodiesel para exportação sustentável e menos poluente, quando se direciona lucros e riquezas para um projeto social não importado.
Estamos na contramão do bom senso e da humanização da lógica de sobrevivência.
Estamos edificando o sonho neo-liberal sobre os túmulos da igualdade, fraternidade e justiça prometidos na gloriosa revolução.
Estamos construindo uma realidade distante da manutenção da vida...
Da manutenção da moral...
Do apreço à ética.
e do amor à nossa Terra, bela, redonda...
E ainda verde...

Comentários

  1. Oi Vander amei seu bloge!!! Vc é uma pessoa muito fofa,humana crítica!!! Gostei como vc tratou de todods os casos como:Biodisel,A morte do inusitado,Teoria do universo paralelo digital,Quem somos nós?,Reflexão selvageria humana,etc.
    Nossa tarefa na vida é colocar nossa natureza combativa a serviço de um interesse não egoísta.
    O mundo precisa se humanizar o mais rápido possível!!!!E as pessoas tomarem consciência do seu papel aqui na Terra.
    A vc um grande abraço.

    ResponderExcluir
  2. Ok Ariádina.
    Espero que tenha realmente gostado.
    Estamos juntos nesta nave planetária. Quanto mais pudermos compartilhar as idéias que fazem a difença no caminho evolutivo mais interessante fica a viagem...
    Um abraço

    ResponderExcluir

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Vamos compartilhar nossas possibilidades.
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