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Realidade Local

Parece que a realidade às vezes nos apronta o que não esperamos.
Nosso maior conflito é entender suas facetas, muitas vezes norteadas e direcionadas pela mídia fantástica glamourosa do belo e do puro superficial.
Mas vamos dar um desconto para essa lógica incomensurável do faz de conta...
E pensar no quanto não é tão fácil assim interagir com o contexto atual, de novas e abrangentes loucuras cotidianas...
É salgada e um pouco apimentada esta tal de realidade local...
Planetária...
Holística... confusa e complicada.
É mesmo um amontoado de torpes e avacalhadas perspectivas sobrepostas aos nossos dias e minutos... Aos nossos sentidos viajantes, e aos nossos desejos intrigantes...
Mas enfim...estamos vivos...
Quero dizer, estamos biologicamente vivos, se é que me entendem...
Por que muitos, apesar de funcionar de acordo com a lógica categórica de sua existência orgânica, ainda não conseguem se definir como ser humano não orgânico, não material e físico.
Mas isso é praxe, e de certa forma não tem muita importância para um amontoado significativo de vidinhas mediocrisadas e fúteis que sem pespectiva evolutiva se abarrotam a terra de pessimismo, decadência e incoerência psicológica.
A humanidade já aprendeu a justificar suas sombrias trajetórias, e a garantir que elas sejam reproduzidas quase que geneticmente de pai pra filho.
Querer ou exigir perspectivas não materiais ou pelo menos um pouco dosadas de amor e compaixão, é querer fazer, dessa realidade local... um conto de fadas melhor que o de Alice, e talvez, tão cinematográfico e econômico quanto o sonho patético de um universo mirabolante como de Harry Potter.
Mas, apesar de toda essa crítica percepção que tenho da humanidade... percebo que alguma coisa está diferente, ou pelo menos se faz diferente, quando conseguimos descortinar a mesma lógica, e desagregar os preconceitos, angustias e debilidades.
Através de simples ações, de pequenos efeitos, percebo, filetes de esperança, capazes de desencadear um tornado de irreparável alvoroço na alma de buscadores complicados e autênticos.
Isso parece, surrealismo barato, entendo, mas não é, porque se basea em uma tentativa, também autentica de puxar minha própria cortina, de derrubar meus próprios preconceitos e de fazer de uma qualquer nada, um grande, importante e maravilhos tudo...
Por que não dá mais pra ficarmos na espera de chances e processos externos a nos mesmos.
No sonho de novas perspectivas que virão das estrelas.
Na angustia de uma vidinha melhorada por esforcinhos quantificados pelo nosso medo de chutar, morder... rasgar e cortar futilidades.
Melhor que isso... muito melhor é sair no por aí da vida quebranda a cara e aprendendo...
Se arranhando em farpas de dificuldade e se sujando na lama da incompreensão dos que preferem assistir ao seu show.
Realidade local... existe sim...
Mas somos nós que fazemos...
Somos nós que geramos a energia cósmica do motor que move essa mesma realidade.
Se paramos... a escuridão ganha espaço no mundo em que os herois estão mortos.
Por que o super-homem pertence a uma outra realidade...
Batman também...
E entre tantos outros, mortos ou não, acreditamos naqueles que mais nos ajudaram a pensar que somos fracos, medíocres e preguiçosos .
O pior é que acreditamos...
Que deixamos nossas guerras pessoais por conta deles...
Mas estão mortos...e nossa chance urge...
Fulgurante...esplendorosa.
E sem dor ou culpa, faça alguma coisa...
Alguma coisa com amor, sem melancolia...
De compaixão, sem retorno...
De belo, sem egoísmo...
De humano, sem heroísmo...
De infantil sem medo.
A realidade é nossa...

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