Pular para o conteúdo principal

1º de abril - Dia da Verdade

Hoje acordei com uma vontade louca de pregar um peça em alguém.
Na verdade estava afim de contar uma fantástica mentira.
Soltar a mais deslavada e cabeluda mentira que minha imaginação pudesse produzir.
Quem sabe, dizer que vi um óvni...
Que o Lula discursou melhor que Churchill
Que rico vai pra cadeia...
Que filho de peixe peixinho é...
Que este mundo tem jeito...
Que este país é sério...
Mentiras de todos os tipos e gostos...
Bonitas, poéticas, transadas, sem graça, religiosas, políticas...
Foram várias as tentativas...
Pensei... pensei...
E cheguei a uma verdade pra lá de verdadeira.
Cheguei a uma temerária realidade lógica, que de certa forma, preferi que talvez, tivesse sido muito melhor, que esta tivesse vindo a mim por obra de algum mentiroso de plantão nesse divertido e mentiroso 1º de abril, que já não merece o nome que tem...
O 1º de abril, não é mais o dia da mentira...
Não existe mais esse dia esculachado em que colocamos a máscara e contamos uma mentirinha só pra gozar da cara de um desavisado...
Isso foi coisa de um passado verdadeiro...
Talvez fosse prudente e até de boa fé que passássemos a chamá-lo de dia da verdade...
Que seria de bom tom, e divertido até, quem sabe, pedir que as pessoas brincassem de falar a verdade nesse dia.
E que ao contrário, tirássemos, a máscara pra variar um pouco de nossa rotina verdadeiramente arraigada aos nossos jogos sociais puritanos.
Que nesse dia alguém pudesse ser gentil com um sorriso verdadeiro...
Que nesse dia noticias boas invadissem a mídia em repúdio e negação ao pacote mentiroso de informações que todos os dias nos acalentam a alma.Seria bom que todos exercitassem, ao menos nesse dia, o ato raro de dizer uma palavra, produzir um pensamento ou desencadear uma ação com fundo verdadeiramente sincero, em meio ao nosso divertido baile da fantasia globalizado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POLÍTICA CLÁSSICA E AS IDEIAS DE MAQUIAVEL.

A tradicional concepção de política  proposta por Aristóteles, prevê uma visão oriunda da natureza humana  e que através de um continuo aprimoramento leva o indivíduo a  desenvolver um comportamento virtuoso por meio de escolhas que  possibilitem  a realização do bem comum e individual no contexto social grego. Há uma estreita relação entre o comportamento ético e o comportamento político, que inevitavelmente está ligado à moral, pois o ato de perseguir este bem moral, este bem comum, o bem da polis leva o indivíduo  a exercer e deliberar sobre os assuntos da polis. E isso reflete uma igualdade entre aos cidadãos, que a partir da unidade constroem a diversidade, princípio fundamental da vida e da política grega segundo Aristóteles. Nesta perspectiva, contrariando o pressuposto lógico da anterioridade do indivíduo, a polis é anterior a este, e este sem a polis não poderia existir. É a cidade que sustenta conceitualmente o individuo e é por meio dela que o individuo realiza e potencializ…

Esoterismo é uma religião?

Bem, foi esta pergunta que uma grande amiga me fez outro dia, quando por ocasião de uma situação inusitada, ouvíamos na CBN uma entrevista com Teólogo e Professor de filosofia da UFRJ, Leonardo Boff. O repórter da CBN havia lhe perguntando a respeito da reação tardia da igreja católica sobre a onda de casos de pedofilia envolvendo padres católicos.

Durante o papo e falando sobre a problemática da sexualidade humana, na igreja e na família como um todo, acabei pegando um gancho nas belíssimas respostas dada por este grande mestre Leonardo, e lhe apresentei minha posição pessoal sobre o que significa Integração Holística, busca ao transcendente, equilíbrio humano, dualidade e outros tantos conceitos que fazem parte do dicionário de quem, sem dar nome ao bois tem uma busca pessoal baseada na verdadeira acepção da palavra religiosidade.

No vai-e-vem do papo ontológico que travamos, referi-me ao conceito de esoterismo como um caminho de integração e conexão (No sentido de Religare e não de…

O Discurso do Método Terceira parte

O estudo da obra de Descartes, mais precisamente entre a 3ª e 4ª parte do Discurso do Método, conforme proposto pelo professor, iniciou-se com a revisão dos conceitos elaborados pelo autor que culminaram com a sua mais famosa máxima: Penso, Logo Existo. A partir desta perspectiva o mesmo constrói sua linha de raciocínio em busca de uma contínua desconstrução de todo e qualquer obstáculo ao princípio de verdade. O que o autor define como Dúvida Metódica. Começa por meio da implantação de um filtro, onde através de análises profundas e metódicas, estabelece um critério básico como ferramenta de aprimoramento de suas idéias. Esse filtro se refere, portanto à definição da verdade e da falsidade nas coisas. Aquilo que possuir a verdade em sua totalidade, passa no filtro do que pode ser dito como verdade e de outra forma, aquilo, que possuir ou conter mesmo que pequenos traços de falsidade deve ser descartado do contexto das verdades dotadas de clareza e exatidão em sua essência.

Em busca …