Pular para o conteúdo principal

Uma Teoria Sobre Nossa Existência Materialista

De fato, teorias diversas, que vão desde a do Campo Eletromagnético até a da Relatividade e da quântica nós dão significativos e coerentes indícios/modelos de que somos parte de um conglomerado organizado de diferentes substâncias energéticas diversas e específicas, funcionando em concordância com leis e princípios também diversos, alguns conhecidos e outros absolutamente misteriosos.
Somos matéria densa e energia em uma infinidade de coexistências, correlações de perspectivas e formas, cores e brilhos distintos.
Em meio a este universo de infinitas possibilidades, a humanidade se difere.
Talvez por sua infinita ignorância. Ou quem sabe por sua suposta inteligência.
De qualquer forma isto nos torna diferentes por si só, pois no fundo nossa capacidade de perceber-nos, abre uma perspectiva inteiramente diversa dos demais seres vivos de nossa comunidade planetária, claro se considerarmos a capacidade da auto percepção apenas um atributo humano racional.
Se assim o for, teríamos que acreditar que somos , através de nossa percepção o resultado um tanto quanto medíocre e equivocado, admitindo que a noção que possuímos de nos mesmos se baseia em uma rudimentar forma de auto-percepção.
Isto porque a nossa capacidade de raciocínio lógico, de linguagem, de criatividade, estão firmados e norteados em pressupostos, conceitos e paradigmas ocidentais e materialistas que de certa forma funcionam em sincronia com os nossos sentidos e nossa percepção superficial, apenas do mundo e das coisas ao nosso redor.
Não descrevem os fundamentos das coisas tal como elas existem, pois que, de diversas formas, já tivemos comprovado o quanto nos enganam e nos ludibriam nossos sentidos.
Somos superficiais por natureza.
Por outro lado, se não somos predeterminados ou predestinados, e sim, se somos simplesmente frutos de um processo de escolha randômico da natureza, cujo os critérios são desconhecidos, ou subjetivamente complexos, é algo que precisamos procurar identificar em nossa natureza interna e não externa.
Não no apego às distorções do universo material.
Não às futilidades visuais e sensoriais a que nos entregamos tão abertamente.
A grande questão portanto, a que nos remetermos, é aquela que diz respeito às perguntas mais simples e objetivas para as questões de nossa existência?
Ou de outra forma seria, talvez até de maior importância que não fizéssemos pergunta alguma, pois que estas inevitavelmente seriam, ou teriam suas respostas baseadas nos mesmos critérios sensitivos já citados.
Isto se tornaria então um jogo de cartas marcadas. Não seria?
Pois mesmo que viéssemos a ter questionamentos mais sinceros e verdadeiros a respeito de nossa existência, quase sempre estamos envolvidos na rotina constante de nos colocarmos e nos preocuparmos com a nossa posição externa no mundo e que deixamos de pensar de uma forma verdadeiramente holística, produtiva e globalizada que inclua a nossa natureza interna, ou seja, o que? ou quem realmente somos?.
Não obstante, qual seria então o grande papel de uma existência a não ser o de buscar respostas que descrevessem suas características mais internas e verdadeiras.
Características estas, que provocasse, até certo ponto, para em um verdadeiro buscador, a quebra de um padrão, o desconcerto de uma lógica, ou um desmantelamento de um racionalismo empírico e matemático desenvolvidos por uma ciência capenga e mecanicista.
Para estes buscadores, que de certa forma chegam ao caminhos mais longínquos a respeito de si mesmos, a idéia de mundo e de universo foge de certa forma, do cotidiano fúnebre e pálido do restante da humanidade.
Quando me refiro ao restante da humanidade, estou me dirigindo à grande maioria esmagadora, que ainda perambula em busca, não apenas de respostas às suas indagações, mas, em sua maior parte em busca de que indagações poderiam ser feitas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POLÍTICA CLÁSSICA E AS IDEIAS DE MAQUIAVEL.

A tradicional concepção de política  proposta por Aristóteles, prevê uma visão oriunda da natureza humana  e que através de um continuo aprimoramento leva o indivíduo a  desenvolver um comportamento virtuoso por meio de escolhas que  possibilitem  a realização do bem comum e individual no contexto social grego. Há uma estreita relação entre o comportamento ético e o comportamento político, que inevitavelmente está ligado à moral, pois o ato de perseguir este bem moral, este bem comum, o bem da polis leva o indivíduo  a exercer e deliberar sobre os assuntos da polis. E isso reflete uma igualdade entre aos cidadãos, que a partir da unidade constroem a diversidade, princípio fundamental da vida e da política grega segundo Aristóteles. Nesta perspectiva, contrariando o pressuposto lógico da anterioridade do indivíduo, a polis é anterior a este, e este sem a polis não poderia existir. É a cidade que sustenta conceitualmente o individuo e é por meio dela que o individuo realiza e potencializ…

Esoterismo é uma religião?

Bem, foi esta pergunta que uma grande amiga me fez outro dia, quando por ocasião de uma situação inusitada, ouvíamos na CBN uma entrevista com Teólogo e Professor de filosofia da UFRJ, Leonardo Boff. O repórter da CBN havia lhe perguntando a respeito da reação tardia da igreja católica sobre a onda de casos de pedofilia envolvendo padres católicos.

Durante o papo e falando sobre a problemática da sexualidade humana, na igreja e na família como um todo, acabei pegando um gancho nas belíssimas respostas dada por este grande mestre Leonardo, e lhe apresentei minha posição pessoal sobre o que significa Integração Holística, busca ao transcendente, equilíbrio humano, dualidade e outros tantos conceitos que fazem parte do dicionário de quem, sem dar nome ao bois tem uma busca pessoal baseada na verdadeira acepção da palavra religiosidade.

No vai-e-vem do papo ontológico que travamos, referi-me ao conceito de esoterismo como um caminho de integração e conexão (No sentido de Religare e não de…

O Discurso do Método Terceira parte

O estudo da obra de Descartes, mais precisamente entre a 3ª e 4ª parte do Discurso do Método, conforme proposto pelo professor, iniciou-se com a revisão dos conceitos elaborados pelo autor que culminaram com a sua mais famosa máxima: Penso, Logo Existo. A partir desta perspectiva o mesmo constrói sua linha de raciocínio em busca de uma contínua desconstrução de todo e qualquer obstáculo ao princípio de verdade. O que o autor define como Dúvida Metódica. Começa por meio da implantação de um filtro, onde através de análises profundas e metódicas, estabelece um critério básico como ferramenta de aprimoramento de suas idéias. Esse filtro se refere, portanto à definição da verdade e da falsidade nas coisas. Aquilo que possuir a verdade em sua totalidade, passa no filtro do que pode ser dito como verdade e de outra forma, aquilo, que possuir ou conter mesmo que pequenos traços de falsidade deve ser descartado do contexto das verdades dotadas de clareza e exatidão em sua essência.

Em busca …