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Uma reflexão teórica sobre a selvageria humana.

De onde vem essa conturbada natureza auto-destrutiva do homem.
De seus antepassados não mecanicistas?
De sua carga genética primitiva e selvagem?
Ou de sua perspicaz necessidade de superação antropológica?
Há uma divergência carimbada academicamente entre essas questões tão pouco discutidas.
Não significam elas, é claro, mera ambição de um desnorteado em busca de redenção pelas suas infantis elucubrações.
NÃO.
É legitimo e positivo inferir sobre o que nos torna tão maléficos e vis aos nossos parceiros de viagem terrena.
Talvez não seja para alguns, e obviamente quando o é, significa da mesma forma, que estes possuem credenciamento para aprofundar-se nisso.
Acontece que é a debilidade que salva a alma humana...
Digo debilidade e não selvageria...
Porque somente os loucos têm essa mania insana de pagar pra ver.
Porque os normais, quando o fazem, muita vezes pagam, vêm e não se enojam.
Não se acabrunham em meios às tormentas sigilosas que escoam em seus pensamentos normalizados.
Os loucos choram... se martirizam... e se consomem na chama angustiante de suas perguntas insanas.
É legitimo porque os loucos, talvez, não pertençam à mesma realidade local do “normopatas” carimbados. Dos politicamente corretos que mantêm em "banho-maria" ou em "sugeira-maria", as perversões nossas de cada dia.
É legitimo, por que não temos coragem de olhar no espelho de nossas almas sombrias e visualizar o quanto somos fracos.
Mas e então?
Se há legitimidade nessa tempestade de perguntas à cerca de nossa domesticada selvageria, por que temos tão poucas respostas?
Ou a legitimidade da pergunta não confere o direito de uma resposta?
Ou não existe resposta moralmente sã para algo que compromete tanto o castelo burocrático de nossas democracias também domesticadas?
Talvez sim... Diriam alguns
Talvez não... Diriam outros

Com certeza, diria o louco...

Por que de alguns e de outros nada mais teremos se não premissas normalizadas e academicamente carimbadas para construir sua mediocridade explicativa e florida para cada dia que passam vendo e não chorando...

Os loucos choram com a percepção e a perspectiva que possuem a respeito dessa natureza primitiva.
E então...
Os loucos gritam com a dor, com o sangue... com a aceitação.
Com a resposta que é clara, e óbvia demais...
Qu é simples e fácil demais
Com a resposta...
Que os outros, não querem pagar para ver...
Não podem enxergar em seus labirintos de carpete cinza.
Não se permitem sentir com seus carros blidados...
E não têm coragem de mudar, com suas fieis negociações em torno do poder selvagem que os corrompe e os mantêm protegidos da realidade local e também selvagem, de nossa aldeia global.

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