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Dançando em nossos botes importados a fabulosa dança do creeu tupiniquim.

Estamos no limiar de uma nova crise global generalizada ou simplesmente passando por uma curta turbulência política em face das eleições americanas?
No rol dos magistrados e especializados em questões de tudo, estão, aqueles que dizem não haver relação entre o fato de que nos EUA, entrará, um negro ou uma mulher na presidência do maior pais rico e falido do mundo.
Será mesmo que não há relação com a crise.
Tomara que não.
Portanto se do contrário fosse, não seria a primeira , nem a última vez na história que o nosso Tio Sam dá sinais de no fundo, ser um país racista e preconceituoso mascarado por uma falsa democracia capital, como aliás ficou provado nas ultimas eleições quando, Bush, ganhou Al Gore no tatâme dos interesses pessoais defendidos pelos magistrados da suprema corte, que com o segundo poder máximo da democracia, decidiram por unanimidade escolher o colega de seu partido para governar o país, sem julgar questões de direito, função fundamental do judiciário, ou seja, um jogo de cartas marcadas e muito bem marcadas pela máscara subjetiva da liberdade americana.
Tudo bem, se essa corte tão bem composta por partidários do candidato à presidencia e homens de bem, decidisse por continuar no poder, portanto poderiam ao menos ter o cuidado de dividir a disputa, como forma de disfarsar a falsa imparcialidade que o poder judiciário americano e mundial, afirma ter diante do legislativo e executivo.
Aonde portanto está a origem da crise econômica e moral do povo americano.
Digo moral, apesar de esta não estar transplantada na nossa telinha global, porque no fundo sabemos que o americano, além de racista e preconceituso é um povo sem rumo.
Seu ideal americano, desce gradativamente pelo cano das inconsistências e incoerências tão óbvias quando se trata de divisão de renda e tratamento igual para brancos e negros no "nosso país amigo".
Desce pelo ralo e escorre como uma torrente gradativa de um dívida interna astronômica e fatalmente crônica.
Parece que os mocinhos dessa vez estão em uma fria desaceleração da economia e em uma emboscada típica do velho oeste americano.
Mas se por outro lado a problemática "coisa", fruto de uma economia especulativa e sem produção real, for a grande responsavel pela crise, aí sim podemos dizer que o ideal tupiniquim, também poderá ser maculado pela dolorosa experiência yanque.
Não importanta portanto os motivos ou razões da crise.
O que importa é que já estamos nela.
E nosso barco é menor, mas frágil e da mesma forma cheio um "ouro de tolo", que pesa mas num vale.
E se pesa afunda...
Deus nos acuda...
Vamos aos botes importados...
Educando como eles...
Consumindo como eles...
E mais do que nunca e além deles...
Dançando em nossos botes importados a fabulosa dança do creeu tupiniquim.

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