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Postagens

Francamente, Demônio!

Por Vander Soares
Acreditar em algo ou em alguma coisa transcendental ou religiosa é quase uma necessidade da alma, ou como diriam alguns uma aspiração do espírito. É uma prerrogativa desta humanidade sonhar com uma reconexão com o Desconhecido, Deus, Absoluto, Todo, Nirvana. Até aprendemos a colocar as iniciais destes substantivos em maiúsculas. Inexoravelmente as pessoas constroem seus padrões de felicidade, vida e liberdade atrelado ao conceito de uma divindade eterna, imutável, onisciente, onipotente e onipresente. Muitas passam a usar tais conceitos como muletas e justificativas para suas próprias aspirações, devaneios, pecados e corrupções. Quem nunca ouviu alguém falar  “se deus quiser”, “tomara que deus me ajude” e muitas outras manifestações que remontam de uma aparente entrega de suas próprias convicções a um ser externo. Obviamente que tais estruturas de pensamento e atitude estão relacionadas ao conceito de fé. E como já sabemos fé é algo que não se discute, apesar de ser…
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Do que são feitos os relacionamentos

Do que são feitos os relacionamentos Vez por outro me vejo enfurnado em reflexões acerca de minhas atitudes e meus pensamentos acerca do comportamento das pessoas. Comumente é mais fácil fazer uma avaliação do comportamento do outro do que dos nossos próprios comportamentos. Não à toa que tais reflexões foram temas de Mateus na bíblia, quando diz claramente para que não julguemos para que não sejamos julgados, e da mesma forma foi tema recorrente na filosofia do desconcertante Rousseau em Rousseau juge de Jean-Jacques: Dialogues. Essa não é portanto o tipo de reflexão sem grandes luzes a projetar possibilidades e orientações no seio do pensamento. Obviamente, que para além da obra bíblica e filosófica a maioria das pessoas acabam por adquirir, por hábito e indisciplina, diferentes concepções acerca do que vem a ser Julgar e ser julgado. Aqui “diferentes concepções”, se assemelha mais a distorções do que necessariamente uma adição de categoria que diferencia este conceito. Agora, deixa…

Comportamento social repetitivo

Por Vander Soares

Estamos vivendo um tempo sem nexo histórico. Desconexo de nossa temporalidade ancestral. Muitos saudosistas comemoram neste contexto, a vitória de um certo capital. Outros nem tanto assim. A grande verdade é que o mundo bipolar já foi morto e enterrado pelo relativismo. As correntes científicas, filosóficas e religiosas já não fazem o menor sentido. Todos acreditam em tudo e em coisa alguma. Moral, idealismo, corporativismo e tantos outros “ísmos" não significam nada mais que palavras soltas em discursos vazios. A verdade nunca foi tão relativa. Mesmo com o forte viés objetivista das ciências modernas, nada dura mais tempo que o tempo de uma virada conceitual representada principalmente por interesses do poder econômico. Nesse espaço de negociatas corporativas, já existem curas que não podem curar, já existem soluções que não pode nada solucionar, já existem projetos de infraestrutura que jamais saíram do papel. O mundo já tem suas vacinas e suas possibilidades d…

O Altruísta de Máscara

Mais do que posso  controlar, tenho tentado negligenciar minhas vontades.
É uma espécie de regulamentação do querer.
Um tipo de auto-controle baseado mais em  necessidade do que no altruísmo propriamente dito.

Na verdade, o resultado final, acaba mesmo gerando o tal do comportamento altruísta.
Não se trata do genuíno, ou seja, aquele que surge  tão somente pela ação natural da vontade.
Se trata de uma imposição do acaso que não cabe a mim o a quem quer seja interferir ou questionar.

Obviamente que não posso dizer se  tais variáveis dentro do campo do fazer o bem têm realmente alguma importância para a construção de uma perspectiva ética. No fundo é  o tipo de análise que não leva a nada, mas que por via de regra traduz o comportamento humano como sendo uma constante reconfiguração do ser para se adaptar.

O crente em definitivo tem seus motivos tanto quanto o ateu.
Ambos acreditam no poder da vontade e na necessidade  de se controlar o ego e suas manifestações mundanas.
Ambos possuem suas vont…

O Beija-flor

Por Vander Soares

Hoje, magicamente pude vislumbrar a dança mágica de um espetacular beija-flor.
Espetacular  e estupendo era  o poder manifestado naquelas asas tão frágeis.
Fiquei ali, congelado, disperso e apaixonado...

De repente, tão de repente quanto a velocidade das asas do pequenino...

Me sobreveio um pensamento intrigante a respeito da força e do poder humano.
Me sobreveio um pensamento estranho a respeito da fraqueza e do egoísmo humano.

Naquelas asas não haviam a prepotência e o pseudo-poder arraigado a uma construção errada de sí mesmo.
O Beija-flor, mais que qualquer criatura humana reconhece seu papel e sua infinita particularidade no universo do qual faz parte.
Ele, na mesma e inexorável simplicidade, o faz com a maestria de um grande mestre.

Conectei minhas idéias de beija-flor,  ao meu conceito de simplicidade.

O rearranjo dessa relação contrastou sobremaneira com a complexidade normopata da humanidade...
Isso  me causou estranheza e tristeza na mesma e infindável pro…

O lobo mau disfarçado

Por Vander Soares

Em meio a uma infinidade de proposições filosóficas, teses existenciais e projetos conceituais em torno da sabedoria e da forma como esta finalmente se insere  em nossa perspectiva intelectual, descobri que, diferentemente da ideia comumente aceita, em torno do que seja  sabedoria, percebi que tal conceito pertence àqueles que possuem maior experiência, ou maior relação tempo/problemas-inúteis,

Tal sabedoria que surge como fruto da rotina adulta,  por sua vez, não possui vínculo conceitual algum,  com determinadas personalidades que possuem na base de sua sabedoria maior sinceridade agregada.

Aqui, sinceridade agregada não se trata de um padrão de comportamento relacionado com quem é certinho ou a maioria do tempo se comporta como tal.
Estou me referindo ao comportamento infantil, como o maior referencial de comportamento relacionado a sinceridade agregada.

Eventualmente a proposta, de relacionar o comportamento infantil com sabedoria,   parece absurda e arbitraria …

Quando o nexo existencial se resolve

Por Vander Soares

Algumas coisas nos tornam melhores… E quando digo melhores não me refiro àquelas em que na maioria das vezes nos trazem determinados tipos de satisfação material, psicológica ou emocional. Me refiro àquelas coisas que nos causam dor, sofrimento e tristeza. Me refiro à tragédia, como elemento condicionante da vida e da sobrevivência na terceira dimensão. Como explicar o estado deplorável em que ficamos diante das perdas, das derrotas, traições e das tragédias que chegam como as intempéries de uma tempestade avassaladora, sem aviso…sem sentido… e que partem na mesma velocidade que chegaram. O que ficam são apenas as lágrimas de um coração moribundo, de uma ser que perdeu parte de sí, ou simplesmente se perdeu por completo. O que fica é a intransigente dor. Destruidora dor…que silencia a muitos e outros tantos apenas ao desespero deixa como companhia. O que dizer daqueles perdem tudo e quando nada que se achava possível um ser perder, eis que então o pior acontece... …